Segunda-feira, 28 de Outubro de 2013

Forças Armadas assassinam deputado da Renamo



As Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM) assassinaram o deputado da Assembleia da República (AR) pela bancada parlamentar da Renamo, Armindo Milaco, afirmou ao Canalmoz a líder parlamentar do partido liderado por Afonso Dhlakama, Maria Angelina Enoque.
Segundo a chefe da bancada da Renamo, tudo se passou em consequência do ataque das FADM à residência de Afonso Dhlakama em Satunjira, junto ao Rio Vunduzi, a cerca de 25 quilómetros da vila da Gorongosa, sede do distrito com o mesmo nome, local onde também estava implantada a base das forças da segurança pessoal do líder da Renamo.
O ataque foi perpetrado pela Terceira Companhia de Comandos das FADM, dirigida pelo coronel António Elias “Chikalango”.
Armindo Milaco deslocara-se a Satunjira para tomar parte das comemorações do dia de André Matsangaisse, primeiro comandante da Renamo, e ainda do primeiro aniversário da fixação de residência de Dhlakama naquela zona do sopé da serra da Gorongosa.
Armindo Milaco era membro do Conselho de Administração da Assembleia da República. Terá sido atingido pelos bombardeamentos das FADM contra a residência de Dhlakama e não resistiu aos ferimentos.
Segundo o artigo 174 da Constituição da República, os deputados da Assembleia da República gozam de imunidade parlamentar, não podendo por isso serem detidos ou presos, salvo em caso de flagrante delito, nem serem submetidos a julgamento sem consentimento da Assembleia da República. Mas Armindo Milaco foi simplesmente assassinado pelo exército que atacou Satunjira sob ordens do comandante-em-chefe das Forças Armadas, Armando Guebuza, como acusa a chefe da bancada da Renamo.
A chefe da bancada da Renamo disse ao Canalmoz que já informou à Presidente da Assembleia da República, Verónica Macamo, que o deputado Milaco foi assassinado pelo exército às ordens do comandante-em-chefe, Armando Guebuza.
Verónica Macamo terá dito a Angelina Enoque que “precisa de mais informação para fazer diligências”.
A chefe da bancada da Renamo critica o facto de as Forças Armadas estarem a ser usadas para assassinar até deputados. “Não sabemos o que se vai passar daqui para frente, não sabemos quem será o próximo a ser assassinado”.
Armindo Milaco não era militar, nem nunca foi militar, segundo a chefe da bancada da Renamo. Cumpria o seu segundo mandato como deputado da Assembleia da República, pelo círculo eleitoral da Zambézia.
Milaco, deixa os pais que vivem na província do Niassa, e esposa e quatro filhos que se encontram em Nampula.
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publicado por Jornal Urbano De Moçambique às 16:18
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Guebuza ordena perseguição a Dhlakama e anuncia disponibilidade para “dialogar”



Enquanto no terreno as Forças armadas já foram envolvidas para lutar contra outros moçambicanos e têm instruções claras para continuar com a perseguição ao líder da Renamo, Afonso Dhlakama, o chefe de Estado e comandante-em-chefe das Forças de Defesa e Segurança, Armando Guebuza, diz que continua “aberto para o diálogo”, naquilo que configura uma grande incoerência entre os seus actos e o seu discurso.

Numa gravação em áudio disponibilizada pelo Gabinete de Imprensa da Presidência da República, Edson Macuácua, porta-voz do chefe de Estado, diz que a acção militar do Governo deve e vai continuar e as Forças Armadas devem agir “com maior eficácia e eficiência possível”.
Estas declarações vêm juntar-se às do ministro da Defesa, Filipe Nyussi, que anunciou há dias que a perseguição ao líder da Renamo, Afonso Dhlakama, e seus membros “deve continuar”, o que vem deitar abaixo todos os apelos à resolução por via de diálogo da crise político militar que está a sacrificar vidas humanas e foi aberta com o ataque da FIR à sede da Renamo no Posto Administrativo de Muxúnguè, na estrada nacional N1, no distrito de Chibabava, na província de Sofala.
Sobre a muito criticada intervenção das Forças Armadas, Edson Macuácua diz que as Forças de Defesa e Segurança têm amparo e cobertura constitucional.“É constitucional que as FADM actuem nestas circunstâncias. A não actuação das Forças de Defesa e Segurança é que seria uma inconstitucionalidade por omissão. Não estariam a cumprir com a sua missão. A actuação é legítima e constitucional”.
Paradoxalmente e paralelamente às declarações pró acção militar, o chefe de Estado diz-se aberto para dialogar com Afonso Dhlakama. “O chefe de Estado continua aberto para o diálogo e reitera o seu convite ao líder da Renamo para que venha sentar-se à mesa do diálogo”, disse o seu porta-voz, Edson Macuácua.
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publicado por Jornal Urbano De Moçambique às 15:31
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Sangue em Muxúnguè



Homens armados, supostamente da Renamo, atacaram na manhã de sábado uma viatura de transporte de passageiros no distrito de Chibabava, em Sofala, tendo morto uma pessoa e ferido outras nove.

O ataque deu-se num ponto da Estrada Nacional número Um, a principal do país, a 80 quilómetros da sede do posto administrativo de Muxúnguè.

A viatura transportava 30 pessoas e fazia o trajecto Machanga/cidade da Beira.

Os homens armados dispararam contra a viatura, tendo atingido dois pneus do lado esquerdo e alvejado vários ocupantes, incluindo o motorista. Quatro pessoas tiveram ferimentos graves, uma das quais veio a perder a vida à entrada do Hospital Rural de Muxúnguè.

Gimo Machava, uma das vítimas, conta que, momentos após atravessarem a ponte sobre o rio Ripembe, um indivíduo acenou para que a viatura parasse e fosse transportado. A fonte supõe que este passageiro fazia parte do grupo de homens armados.
“Depois de terem conseguido imobilizar a viatura, ordenaram que ninguém descesse do carro sem a sua autorização e as pessoas obedeceram, daí foram vasculhando os bens dos passageiros, tendo levado consigo todos os bens dos que viajavam. Depois disso, ordenaram que todos os passageiros saíssem do mini-bus e, posteriormente, atiçaram o fogo, revistaram as pessoas, levaram todos os bens valiosos, como computadores portáteis, celulares, até calçados. Como vê, só fiquei com um pé do meu sapato, de tanta pressa só levaram um pé”, disse Gimo Machava.
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publicado por Jornal Urbano De Moçambique às 15:00
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