Quarta-feira, 15 de Janeiro de 2014

União Europeia condena uso da força para atingir fins políticos em Moçambique

A alta representante da União Europeia, Catherine Ashton, manifestou na última terça feira "preocupação" com o alastrar dos conflitos armados entre a Renamo e as forças governamentais moçambicanas à região sul de Moçambique, condenando "o uso da força para fins políticos".




Num comunicado de imprensa citado pela agência Lusa "sobre o surto de violência no sul de Moçambique", a alta representante da União Europeia (UE) mostrou-se "preocupada" com os incidentes armados que "eclodiram", ao longo da última semana, na província de Inhambane", cuja autoria é atribuída a elementos "suspeitos de pertencerem à Renamo".

Na última semana, o porta-voz da Resistência Nacional Moçambicana (Renamo), Fernando Mazanga, confirmou a presença de "seguranças" armados do partido na região de Homoíne, na província de Inhambane, a cerca de 400 quilómetros da capital do país, Maputo.

Também o Ministério da Defesa Nacional de Moçambique assegurou que as forças de defesa e segurança do país já se encontram no local para travar a acção dos homens armados da Renamo.

Notícias avançadas pela imprensa local dão conta de vítimas mortais e de feridos em resultado dos confrontos entre as duas forças, informações que a Renamo e o Governo moçambicano ainda não confirmaram.

"Este desenvolvimento representa um alargamento da insegurança do centro de Moçambique a áreas do sul do país", considerou Catherine Ashton, condenando "o uso da força como meio de atingir fins políticos".

A responsável "lamentou a perda de vidas e o deslocamento de populações locais devido à continuação do clima de insegurança", apelando "ao fim imediato dos ataques armados a civis e às forças de segurança governamentais".
Para Ashton, estes acontecimentos assumem particular importância, uma vez que o país se prepara para entrar num processo de recenseamento eleitoral, com vista à realização das eleições gerais de outubro.

"A este respeito é também importante que as lições extraídas de eleições anteriores contribuam para a consolidação da via da democracia, conduzindo ao desenvolvimento sustentável e à criação de um país pacífico, próspero, seguro e estável para todos os seus cidadãos", disse Catherine Ashton.

Apresentando a disponibilidade da UE para apoiar Moçambique, Ashton apelou ainda para que a Renamo e o Governo moçambicano estabeleçam "sem demora um processo de diálogo político genuíno e construtivo com vista a resultados concretos no sentido da reconciliação pacífica".

A tensão político-militar entre a Renamo e o Governo moçambicano dura há quase um ano, havendo registo de dezenas de vítimas mortais, entre civis, militares, e antigos guerrilheiros.
publicado por Jornal Urbano De Moçambique às 07:29
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