Quinta-feira, 13 de Fevereiro de 2014

Duas mulheres reclamam serem filhas de Mandela

Famílias de duas mulheres que teriam nascido a partir de relacionamentos extraconjugais mantidos por Nelson Mandela durante o seu primeiro casamento entraram em contacto na segunda-feira com os advogados responsáveis pelo testamento do ex-Presidente sul-africano para tentar provar a paternidade.
A sexagenária Onica Mothoa e Mpho Pule, que morreu aos 63 após sofrer um enfarto em 2009, terão a acção discutida pelos encarregados de dividir a herança de mais de quatro milhões de dólares deixada após a sua morte, em Dezembro.
“Elas entraram com a acção de que são descendentes de Madiba e indicaram que não é um pedido financeiro”, disse Michael Katz, advogado dos responsáveis pelo testamento, segundo o jornal electrónico da Rádio Moçambique (RM), que cita o jornal “The Telegraph”.
Os boatos de que Mandela teve casos extraconjugais durante o seu primeiro casamento com Evelyn Mase circularam por anos na imprensa.
Entre as décadas de 1940 e 1950, o ícone da luta contra o apartheid iniciava a sua carreira como advogado e passava a organizar a luta contra a minoria branca que estava no poder na África do Sul.
O matrimónio com Evelyn, que morreu em 2004, chegaria ao fim em 1958. Posteriormente, ela chegou a acusar Mandela de ser adúltero durante o relacionamento.
Ouvida pelo jornal sul-africano “The Star”, Onica afirmou que não tem interesse na herança de Mandela, mas gostaria de ser reconhecida como sua filha.
“Eu sei que a família de Mandela sempre acreditou que eu era uma oportunista (…). Isso não é verdade. Eu só quero que eles reconheçam Mandela como meu pai. Nenhuma quantia milionária pode comprar a identidade de uma pessoa. É muito importante para os meus filhos e netos saber quem eles são”, disse.
Antes de morrer, Mpho também tentou encontrar-se com Mandela em 1998, após a sua avó dizer que o ex-presidente era o seu pai. As tentativas, no entanto, foram em vão, de acordo com o jornal “The Guardian”, ainda citado pela RM.
A Fundação Nelson Mandela reconhece que o ícone sul-africano teve seis filhos, sendo que três morreram.
Após disputas públicas pela herança de Mandela serem protagonizadas pelos seus familiares enquanto o ex-Presidente ainda estava vivo, o anúncio do testamento determinou que, conforme a sua vontade, a quantia de 4,1 milhões de dólares será dividida entre parentes, o partido que governa o país, o Congresso Nacional Africano (ANC), e outras instituições, incluindo escolas e universidades.
A terceira mulher de Mandela, Graça Machel, tem direito à metade da herança, segundo a legislação, mas poderia abrir mão da fortuna e optar por bens específicos, incluindo propriedades em Moçambique.
publicado por Jornal Urbano De Moçambique às 17:56
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