Sábado, 4 de Janeiro de 2014

Presença de homens armados cria pânico em Homoíne-Inhambane

Os residentes das zonas de Fanhafanha, Nhaulane, Catine, Phunguene e arredores, no posto administrativo de Pembe, no distrito de Homoíne, na província de Inhambane, vivem momentos de alvoroço e estão a abandonar as suas casas à procura de lugares seguros na vila sede de Homoíne e na cidade de Maxixe, devido à presença de homens armados, supostamente da Renamo, que passeiam naquela região em grupos de oito a 10 elementos, porém, sem ameaçar a ninguém.
O pânico da população não é à toa. É que o Homoíne viveu o maior massacre da província de Inhambane protagonizado pela Renamo durante a guerra dos 16 anos. Na madrugada de 18 de Julho de 1987, bandos da Renamo chacinaram pelo menos 424 pessoas. Tratou-se de uma carnificina equiparada à de Wiriamu, em Tete, onde um exército colonial português assassinou 500 pessoas, para além de outras 600 mortas em Vanduzi, na região de Manica, por tropas rodesianas de lan Smith.
Segundo apurámos dos colaboradores da Rádio Comunitária de Homoíne, na região de Neve, no mesmo posto administrativo, localizava-se a antiga base da Renamo. Contudo, desde ontem, várias famílias de Fanhafanha, Nhaulane, Catine, Phunguene são transportadas em carinhas de caixa aberta em direcção a Homoíne e cidade de Maxixe com o intuito de encontrar sossego e evitar serem vítimas em caso de ataques, pese embora os referidos homens armados não terem ainda, felizmente, protagonizados desmandos.
De acordo com os colaboradores daquela rádio, entre 31 Dezembro passado e 01 de Janeiro em curso, algumas famílias da zona de Catine, a mais influente em Pembe, ouviram ruído de um helicóptero que alegadamente estaria a desembarcar os homens armados em causa, os quais, no dia seguinte, contactaram os líderes comunitários e pediram que se fizesse uma cerimónia de invocação de espírito para anunciar a sua presença como pessoas de bem.
O @Verdade apurou ainda que os homens armados supostamente da Renamo garantiram aos líderes comunitários que não vão fazer mal a ninguém, mas não vão tolerar provações tais como tiroteio protagonizado por alguma força militar do Governo. Aliás, como sinal de boa convivência na zona, o grupo armado até compra produtos tais como feijão nalguns comerciantes, para além de que na noite de quinta-feira (02) foram vistos a fazer o reconhecimento de algumas zonas de Pembe. Visitaram estabelecimentos comerciais dentre outros locais, mas não se apoderaram de nenhum bem nem causaram desmandos.
O distrito de Homoíne está localizada a 60km da cidade costeira de Inhambane e que dista 400km de Maputo, porém, daquele distrito para o posto administrativo de Pembe são aproximadamente 35km. Informações em poder do @Verdade dão conta de que foi destacada para a região uma equipa militar, da qual fazem parte elementos da Força de Intervenção Rápida (FIR).
publicado por Jornal Urbano De Moçambique às 10:46
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