Segunda-feira, 2 de Dezembro de 2013

Aeronave que despenhou tinha sido inspeccionada no dia anterior

A Administradora delegada da empresa pública Linhas Aéreas de Moçambique (LAM), Marlene Manave, disse domingo em Maputo que a aeronave que se despenhou na tarde de sexta-feira na Namíbia havia sido inspeccionada no dia anterior.

Trata-se do avião Embraer 190, fabrico brasileiro, que se despenhou no Parque Nacional de Bwabwata, Namíbia, após partir de Maputo as 11.26 horas com chegada a Luanda prevista para 14.00 horas locais. No acidente, morreram todas 33 pessoas que iam a bordo, dos quais 27 eram passageiros e seis membros da tripulação.

Na conferência de imprensa havida para dar a conhecer os últimos desenvolvimentos sobre o sinistro, Manave disse que a aeronave e seus motores tiveram a sua mais recente inspecção no dia 28 de Novembro de 2013.

Segundo explicou, citada pela AIM, esta tratou-se duma inspecção de rotina que normalmente é efectuada de 14 em 14 dias após os voos realizados pelos aviões.

“A aeronave era um Embraer 190 de 93 lugares, recentemente adquirida pela LAM que entrou em serviço no dia 17 de Novembro de 2012. Era equipada de dois motores turbo 5 da General Electric CFM 34.10”, disse a fonte.

Outros pormenores fornecidos na ocasião indicam que o comandante do voo completou 9.053 horas, das quais 1.395 como comandante de aeronaves do tipo Embraer e a sua mais recente licença renovada no dia 12 de Abril de 2012.

A Administradora delegada da LAM explicou que a última inspecção médica do comandante finado aconteceu no dia 02 de Setembro de 2013.

O seu co-piloto completou 1408 horas, tendo a sua mais recente validação de 08 de Setembro de 2013 e a sua última inspecção médica no dia 21 de Setembro último.

“Ambos pilotos eram portadores de licenças validas de piloto de linhas áreas”, explicou, anotando que a sua companhia está empenhada em saber as reais causas do acidente.

Com efeito, as causas do acidente serão apuradas por uma comissão de inquérito já constituída e integra peritos do país onde aconteceu o acidente, país de bandeira da aeronave, e do país fabricante da aeronave.

As regras da Organização Internacional da Aviação Civil (ICAO) indicam que a comissão deverá ser lidera pelo país de ocorrência do acidente, coadjuvado pelo país de origem da aeronave.

A mesma deverá contar com a participação de representantes de autoridades aeronáuticas de Angola (país de destino) e Brasil (do fabricante) e Departamento de segurança dos Transportes dos Estados Unidos da América (país fabricante dos motores da aeronave).

As regras da ICAO determinam igualmente que a comissão apresente um resultado preliminar do seu trabalho no prazo de 30 dias.
publicado por Jornal Urbano De Moçambique às 19:19
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